Assim como as obras que servem de inspiração para a elaboração desse artigo, a maternidade se modifica ao longo da história. Os dados atuais, de 2026 para natalidade no Brasil é de 1,59 filhos por mulher, sendo abaixo da reposição, ou seja taxa de fecundidade está menor que o nível necessário para substituir a população atual, que deveria ser de 2,1. Vários fatores podem explicar essa diminuição:

Aumento da escolaridade feminina e inserção no mercado de trabalho: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que mulheres com ensino superior têm, em média, menos de 1,5 filho.

Urbanização e custo de vida: vida urbana mais cara, moradias menores e maior custo para criar filhos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) IPEA aponta correlação entre urbanização e queda da fecundidade.

Acesso a métodos contraceptivos: Ministério da Saúde indica cobertura de 80% em contracepção moderna, no qual as mulheres tem maiores acessos a planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Mudança de valores culturais: O IBGE também aponta adiamento a da maternidade de 3 anos em relação à ultima década, sendo a idade média de 28 anos, tendo em vista a prioridade à carreira, estabilidade financeira e liberdade pessoal.

Redução da mortalidade infantil: que é de 11 para cada mil nascidos vivos, de maneira a ter menos necessidade de ter muitos filhos para garantir sobrevivência.

É claro que essa tendência não se restringe ao Brasil, na verdade o fenômeno é semelhante ao observado em países como Itália, Japão e Alemanha, onde a fecundidade também está abaixo da reposição populacional. O Brasil segue essa tendência, mas com ritmo mais rápido devido à urbanização acelerada e políticas de saúde pública eficazes. As consequências desse movimento são a redução da população economicamente ativa, envelhecimento populacional e projeções do IBGE indicam que o Brasil pode começar a perder população a partir de 2047.

Entretanto, é necessário compreender que, atualmente os impactos na vida da mulher devem ser considerados em intervenções e melhoria das políticas públicas, como:

Interrupção ou desaceleração da carreira: mulheres tendem a se afastar temporariamente do mercado de trabalho ou enfrentar dificuldades de progressão.

Desigualdade salarial: pesquisas do IPEA mostram que mães recebem, em média, salários menores que mulheres sem filhos.

Dupla jornada: conciliar trabalho e cuidados domésticos aumenta a carga de responsabilidades.

Além de impactos sociais, pois as mulheres acabam se isolando, com reduzida rede de apoio, assumindo na totalidade os cuidados com os filhos, mesmo em famílias modernas.

Dessa maneira, políticas de apoio como: creches acessíveis, ampliação da licença maternidade, jornadas flexíveis podem reduzir os impactos da maternidade sobre as mulheres.

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