É indiscutível o quanto a abertura da modalidade remota (online) ampliou o acesso à psicoterapia, uma vez que ela pode ser realizada de qualquer espaço através do celular e computadores pessoais com acesso à internet. Entretanto, algumas pessoas ainda não se sentem confortável em buscar esse tipo de atendimento por acreditar que ele não é tão eficaz quanto o atendimento presencial. Nesse contexto, é importante entender qual é esse "lugar" onde o processo psicoterapêutico é construído, será que ele é, de fato, constituído à partir de um espaço físico?

Entendemos que o vínculo, essencial para o desenvolvimento da psicoterapia, se desenvolve à partir da relação entre paciente e psicólogo, de maneira que essa construção pode ser estabelecida através da videochamada. Haja visto que as interações humanas em diversos contextos, já tem acontecido por meio da medicação tecnológica e que pode ser também um aliado para prover cuidados aos problemas cotidianos, com evidências científicas de revistas renomadas (como a Psicologia Ciência e Profissão) apontando para eficácia semelhante ao atendimento presencial.

É evidente que o profissional que conduz a psicoterapia por meio de videochamada deve ter habilidade em fazê-la dentro desse contexto e respeitar seus limites e características próprias. Além disso, o terapeuta deve o garantir o sigilo e todo o arcabouço da própria regulamentação ética e os aparatos técnicos que farão parte do seu fazer psicoterápico.

E o paciente pode se resguardar consultando o número do registro profissional (CRP) através do site: https://cadastro.cfp.org.br/ e se certificar que o profissional tem formação e está cadastrado adequadamente no Registro de Classe e apto para realizar psicoterapias.

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